Veja as polêmicas de Donald Trump, pré-candidato à presidência dos EUA
O empresário aparece com 24% das intenções de voto, segundo enquete do
jornal "The Washington Post" em parceria com a emissora de televisão ABC
News, divulgada nesta segunda (20). Após a pesquisa, porém, ele se
envolveu em uma discussão com o respeitado senador John McCain, de seu
próprio partido, e alguns analistas avaliam que isso poderá lhe custar
muitos votos. Outros, porém, acreditam que, quanto mais Trump “apanha”,
mais cresce.
O próprio Partido Republicano parece bastante dividido, com alguns de
seus membros claramente preocupados com a imagem do partido, enquanto
outros comemoram o sucesso do candidato perante os eleitores mais
conservadores. Na quarta (22), o também pré-candidato Rick Perry,
ex-governador do Texas, fez duros ataques durante um discurso, no qual
afirmou que Donald Trump irá “destruir o Partido Republicano”. “A
candidatura de Donald Trump é um câncer no conservadorismo, e ele deve
ser claramente diagnosticado, extirpado e descartado”, afirmou.
Dinheiro
Uma
fortuna pessoal de US$ 10 bilhões
faz com que o empresário do ramo imobiliário e ex-apresentador de TV
não tenha que dar satisfações a doadores, como ele mesmo gosta de
alardear. O dinheiro garante a ele liberdade de dizer o que bem entende,
e essa fama de “língua solta” rende admiradores.
“(Trump) diz as coisas como elas são”, diz Teresa Brown, uma jovem de
24 anos ouvida pela agência AP. Segundo a jovem eleitora da Carolina do
Sul, ele é diferente dos políticos convencionais que “estão sempre
preocupados demais em não ofender as pessoas”. Brown diz ainda que seu
candidato “não poderia ter escolhido palavras melhores” ao falar sobre
McCain.
23/07/2015 05h00
- Atualizado em
23/07/2015 05h00
Donald Trump fala durante o Family Leadership Summit, em Ames, Iowa, no dia 18 de julho (Foto: Reuters/Jim Young)
O empresário aparece com 24% das intenções de voto, segundo enquete do
jornal "The Washington Post" em parceria com a emissora de televisão ABC
News, divulgada nesta segunda (20). Após a pesquisa, porém, ele se
envolveu em uma discussão com o respeitado senador John McCain, de seu
próprio partido, e alguns analistas avaliam que isso poderá lhe custar
muitos votos. Outros, porém, acreditam que, quanto mais Trump “apanha”,
mais cresce.
O próprio Partido Republicano parece bastante dividido, com alguns de
seus membros claramente preocupados com a imagem do partido, enquanto
outros comemoram o sucesso do candidato perante os eleitores mais
conservadores. Na quarta (22), o também pré-candidato Rick Perry,
ex-governador do Texas, fez duros ataques durante um discurso, no qual
afirmou que Donald Trump irá “destruir o Partido Republicano”. “A
candidatura de Donald Trump é um câncer no conservadorismo, e ele deve
ser claramente diagnosticado, extirpado e descartado”, afirmou.
Dinheiro
Uma
fortuna pessoal de US$ 10 bilhões
faz com que o empresário do ramo imobiliário e ex-apresentador de TV
não tenha que dar satisfações a doadores, como ele mesmo gosta de
alardear. O dinheiro garante a ele liberdade de dizer o que bem entende,
e essa fama de “língua solta” rende admiradores.
“(Trump) diz as coisas como elas são”, diz Teresa Brown, uma jovem de
24 anos ouvida pela agência AP. Segundo a jovem eleitora da Carolina do
Sul, ele é diferente dos políticos convencionais que “estão sempre
preocupados demais em não ofender as pessoas”. Brown diz ainda que seu
candidato “não poderia ter escolhido palavras melhores” ao falar sobre
McCain.
Donald
Trump, candidato presidencial republicano dos EUA e magnata do setor
imobiliário e personalidade de TV, exibe sua declaração financeira ao
anunciar sua candidatura oficial (Foto: Brendan McDermid/Reuters)
Veja a seguir as principais polêmicas em que Donald Trump se envolveu desde o início de sua campanha:
Mexicanos
Em 16 de junho,
ao apresentar sua candidatura,
ele disse: “Quando o México manda gente para os EUA, eles não estão
mandando os melhores... eles estão mandando pessoas que têm muitos
problemas e estão trazendo esses problemas para nós. Eles estão trazendo
drogas, estão trazendo crime, estão trazendo estupradores, e, alguns,
presumo, são boas pessoas”. Não satisfeito, fez ainda uma promessa. “Eu
construiria um enorme muro. E ninguém constrói muros melhor do que eu,
acreditem. E eu o construiria a um baixo custo. Eu construiria um grande
muro na fronteira ao sul e faria o México pagar por ele”.
Questionado diversas vezes, Trump não demonstrou arrependimento pelo discurso, reforçado após a
fuga do traficante mexicano ‘El Chapo’
da prisão. "O maior senhor da droga do México escapou da prisão.
Incrível a corrupção e os EUA pagam o preço. Eu avisei!", escreveu em
sua conta no Twitter. "Nós ficamos com os assassinos, as drogas e o
crime. Eles ficam com o dinheiro!".
O empresário
não recuou sequer quando foi criticado por celebridades latinas, como Ricky Martin e America Ferrara, ou
perdeu participantes, apresentadores e
contratos de TV referentes ao concurso Miss Universo.
Neil Young
Também durante o lançamento de sua candidatura, Trump usou a música
“Rockin 'In The Free World”, de Neil Young. No dia seguinte o cantor
divulgou um comunicado, no qual diz ser eleitor do democrata Bernie
Sanders e que
nunca autorizou o uso de sua música
por Trump. Uma porta-voz da campanha de Trump disse em comunicado que a
equipe do bilionário pagou à Sociedade Americana de Compositores,
Autores e Editores pelo direito legal de reproduzir a gravação. Dias
depois, o bilionário disse que Young era um “hipócrita” e postou numa
foto na qual aparece ao lado do cantor, que teria pedido a ele para
investir no seu serviço musical Pono.
Nazistas
Uma gafe cometida no perfil do Twitter da campanha de Donald Trump foi atribuída a um estagiário. Uma montagem,
publicada em 14 de julho,
foi retirada do ar pouco depois que seguidores descobriram que os
soldados usados na foto vestiam réplicas de um uniforme nazista da II
Guerra Mundial. A foto, retirada de um banco de imagens, aparecia ao
lado do rosto de Trump, sob a bandeira dos EUA e uma mensagem que dizia
“Precisamos de liderança real”.
(retirado do site: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/veja-polemicas-de-donald-trump-pre-candidato-presidencia-dos-eua.html)
REPORTAGEM 2
Isolacionismo e mão dura,
realpolitik e militarismo.
Donald Trump, provável candidato presidencial republicano para as
eleições de novembro, apresentou na quarta-feira em Washington sua doutrina de política exterior. O magnata de Nova York coloca os interesses dos
Estados Unidos como bem supremo. Resumiu com o mesmo slogan,
“America first”,
América primeiro, que nos anos 40 era usado pelo líder e herói da
aviação, Charles Lindbergh, contrário à participação do país na
Segunda Guerra Mundial. A doutrina Trump combina o rechaço às intervenções internacionais com uma exaltação nacionalista e militar.
O discurso devia servir para realçar o caráter presidencial do
candidato. Até alguns meses atrás, quase ninguém o levava a sério e ele
era associado mais aos reality shows e revistas de fofoca que à
possibilidade de chegar à Casa Branca e ter ao alcance do dedo o botão
nuclear.
“Hoje, nossa política exterior é um desastre completo e total”, disse
Trump, que retratou a primeira potência mundial como um país que
ninguém, nem inimigos nem aliados, respeita.
A equipe do Trump deu a entender que em Washington ele ia aparecer
mais sério e presidencial que em seus comícios. Se esse era o objetivo,
fracassou. Foi errático e contraditório, mais informal que solene, e não
desfez o ceticismo do
establishment com a possibilidade de que suceda o democrata
Barack Obama como comandante-em-chefe.
Ele defendeu uma política exterior agressiva e, ao mesmo tempo, uma
retirada estratégica. Repreendeu os aliados da OTAN por gastarem pouco
com defesa e ameaçou deixá-los fora do guarda-chuva norte-americano, mas
depois expressou sua vontade de conviver bem com os aliados árabes e
com China e Rússia.
Se devemos procurar uma linha comum em sua doutrina, poderia ser
definido como o isolacionismo militarista. Não é por acaso que a
instituição que organizou o ato tenha sido o Centro para o Interesse
Nacional, um
think tank fundado pelo presidente Richard Nixon que segue a doutrina do realismo político, ou
realpolitik,
defendendo que são os interesses, e não os ideais, que devem guiar a
política externa de um país. No Conselho de Administração do centro
estão as figuras mais ilustres dessa escola, como Henry Kissinger e
Brent Scowcroft.
Trump começou repudiando a ideia de que é possível democratizar
países “sem experiência ou interesse em se tornarem democracias
ocidentais”. Criticou a suposta complacência de Washington com os
aliados europeus. Reclamou que os aliados não confiam mais nos EUA: o
exemplo é Israel, supostamente abandonado por Obama em favor do Irã.
Prometeu derrotar o
Estado Islâmico: “Seus dias estão contados”.
A
China, segundo
Trump, se aproveita da fraqueza dos líderes dos EUA e colocou em
andamento “um ataque aos empregos e à riqueza norte-americana”. Não
mencionou o
México,
alvo habitual de seus ataques quando fala da imigração e do livre
comércio, mas culpou o tratado com o México e o Canadá, assinado nos
anos noventa, pela crise industrial.
O
America first se aplica à diplomacia e ao comércio, sob a
forma de políticas protecionistas. Trump acredita que o problema
essencial dos EUA é que parou de colocar seus interesses antes que os do
resto. “Nossos amigos e inimigos colocaram seus países acima do nosso e
nós devemos fazer o mesmo, sem deixar de tratá-los bem”, disse ele.
“Não vamos entregar este país ou seu povo, à música falsa do
globalismo”.
A tradição isolacionista e realista, que nem sempre coincidem, estão
enraizadas na direita dos EUA, mas não foi dominante nos últimos anos. O
establishment do partido se identificou com o
intervencionismo. Alguns neoconservadores famosos, que aconselharam o
presidente George W. Bush na véspera da invasão do Iraque em 2003,
sugerem que podem votar na candidata democrata Hillary Clinton na
eleição presidencial.
Delicado equilíbrio
O discurso abre uma dança delicada entre Trump e o
establishment
republicano. Ele é um homem que chegou às portas da nomeação
descartando boa parte das ideias do partido e insultando alguns de seus
membros mais proeminentes. A cúpula do partido está horrorizada com a
perspectiva de que seu candidato, seu novo líder, seja um demagogo
inexperiente e com uma retórica xenófoba e misógina que assusta os
eleitores necessários para ganhar a Casa Branca.
Trump se conecta, como demonstrou nos últimos meses, com as bases,
também na política exterior. Há um cansaço de guerras nos EUA, depois da
década de guerras fracassadas no Iraque e no Afeganistão. E o livre
comércio provoca suspeitas: é visto como causa do desemprego, da
realocação de empresas no exterior, da desindustrialização e da
estagnação dos salários. Trump recolhe o mal-estar da base e adota
posições opostas ao dogma republicano.
Um presidente Trump seria uma ruptura não só com o Partido
Republicano, tradicionalmente o partido dos falcões, mas com a política
exterior norte-americana. A candidata mais falcão dessas eleições
provavelmente seja Clinton
(retrado do sitio: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/04/27/internacional/1461777357_701802.html)
ARGUMENTAÇÃO:
Ele no texto 1 refere-se ao imigrastes mexicanos como estupradores,
traficantes, ladrões e outras coisas, disse “Eu construiria um enorme
muro. E ninguém constrói muros melhor do que eu, acreditem. E eu o
construiria a um baixo custo. Eu construiria um grande muro na fronteira
ao sul e faria o México pagar por ele”. Ele considera um mexicano
inferior se você ler em outras noticias da para perceber seu descaso com
pessoas de outras nacionalidades, ele culpa a crise nos EUA aos
estrangeirosA China, segundo Trump, se aproveita da fraqueza dos líderes
dos EUA e colocou em andamento “um ataque aos empregos e à riqueza
norte-americana”. Não mencionou o México, alvo habitual de seus ataques
quando fala da imigração e do livre comércio, mas culpou o tratado com o
México e o Canadá, assinado nos anos noventa, pela crise industrial.
No texto 2 ele diz que adotara uma postura, que poderá ser definido como
o isolacionismo militarista insinuando que ninguém mais respeita a
política externa dos EUA que é uma verdadeira piada lá também tem outras
coisas interessantes.
Ele defendeu uma política exterior agressiva e, ao mesmo tempo, uma
retirada estratégica. Repreendeu os aliados da OTAN por gastarem pouco
com defesa e ameaçou deixá-los fora do guarda-chuva norte-americano, mas
depois expressou sua vontade de conviver bem com os aliados árabes e
com China e Rússia.
O
América first se aplica à diplomacia e ao comércio, sob a
forma de políticas protecionistas. Trump acredita que o problema
essencial dos EUA é que parou de colocar seus interesses antes que os do
resto. “Nossos amigos e inimigos colocaram seus países acima do nosso e
nós devemos fazer o mesmo, sem deixar de tratá-los bem”, disse ele.
“Não vamos entregar este país ou seu povo, à música falsa do
globalismo”.
Bom em base ele tem alguns aspectos fascistas como ufanista,
militarista, etnocentrista, e considera algumas outras nações inferiores
e principalmente venera o Estado acima de tudo.